domingo, 29 de Janeiro de 2006
quinta-feira, 26 de Janeiro de 2006
... Como andar à chuva
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
"O Guardador de Rebanhos I" - Alberto Caeiro
São "fúteis" ou "superficiais" as pessoas que se julga que não vivem a vida com a profundidade que ela impõe, que passam sem olhar duas vezes, que não privilegiam a reflexão, o pensamento e o espírito.
Qual é o problema da futilidade e da superficialidade? Nenhum! Pensar incomoda mais que andar à chuva. Pensar é um temporal inteiro, com ventos, raios e trovões. Manter a vida num nível superficial e não cair no erro de reflectir, racionalizar e intelectualizar é um dom, não é ser fútil. Isso é insulto de quem se molha por pensar demais. Eu, vou-me deixar disso, não penso mais!
quinta-feira, 19 de Janeiro de 2006
Declaração de Princípios
Eu, blog Rei na Barriga, venho por este meio (o meu!), esclarecer o seguinte:
- Não sou autobiográfico;
- Não sou uma janela aberta sobre a vida da minha autora;
- Serei, algumas vezes, fruto de devaneios circunstanciais;
- Serei, muitas vezes, pura ficção;
- Serei, a maior parte das vezes, um verdadeiro exercício narcisista!
Agora, que esclareci o meu papel na blogosfera, estou mais livre e acredito poder assim evitar embaraçosos e inconvenientes mal-entendidos que viessem a ser gerados pelo que seja publicado neste espaço.
domingo, 15 de Janeiro de 2006
Letra S (?)
Quero ser só,
Quero ter só algo mais,
Que eu nada sou sem companhia.
Diz-me quem eu sou como se o não fosse.
A rua quebra-me a força negativa.
Sorrir,
Não é pêra doce!
Diz-me quem eu sou como se o não fosse.
Matei o monstro da monogamia,
e a minha vida parou na letra S...
"Letra S", Ornatos Violeta, Cão!
Sou tão assim ultimamente!
quinta-feira, 12 de Janeiro de 2006
O Rei na Barriga
Dizem que há pessoas que têm o rei na barriga... aquelas que pensam sempre que têm mais razão que os outros, que não conhecem a tolerância e que (ainda) não aprenderam a ser humildes.
Não acho que tenha o rei na barriga, mas gosto da expressão e parece-me que encerra um bocadinho da "filosofia blog": ter a necessidade de comunicar ao mundo o que pensamos, operacionalizar essa necessidade e publicar o que escrevemos, tendo - ou não, pessoas a ler o que escrevemos. Neste sentido... se calhar, a partir de hoje, tenho o rei na barriga!
